QUE BOM TER VOCÊ AQUI

Quem escreve, raramente escreve somente para si próprio.
Assim, espero que você leia, goste, curta, comente, opine.
E tem de tudo: de receitas a lamentos; de músicas à frases: de textos longos a objetivos.
Que bom ter você aqui....

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UM LADO

Um lado meu que não conheço
me acompanha, me chama,
me trata com apreço.
Me acende a luz na hora indevida,
como se atrapalhasse os passos da vida.
Me cutuca levemente quando algo pequeno
me atrapalha a mente.
Um lado meu que não conheço
me desafia e paga o preço.
Me puxa de volta para a calçada
no momento em que ando em nuvens suaves.
Me auxilia o pensamento e com isto
saio dos entraves.
Me provoca lembranças de outrora
que hoje, sem dúvida, foram embora.
Este lado meu que não conheço
aparece todos os dias.
Quando menos espero, ei-lo.

Vibrando, pensando, escrevendo, lendo....
dormindo, sonhando, andando.
Seja como for, em meio a alguma coisa,
ele aparece.
E em momentos rápidos, desaparece.
Este lado meu que não conheço
evita tristeza, evita tropeço.
Com ele sigo em frente.
Com ele respiro a mente.
Com ele não vivo mais dormente.
Este lado meu que não conheço
é um lado só de ida.
Também conhecido como vida.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O BAILE

Sai semana, entra semana, o baile segue na mesma música.
A Folha de Sp noticia que Sarney utilizou helicóptero da Segurança da PM para visitar uma ilha de sua propriedade.
Se já estranha o fato de ser dono de uma ilha, ainda mais o uso do veículo motorizado e destinado a combater a criminalidade, é um assombro. Mas só o é para pessoas normais, como nós. Para eles, intocáveis e impunes, tudo bem. Segue o baile.
Na mesma Folha, deputado federal emite notas frias de reembolso de viagens feitas com jatinho. Empresa falsa e endereço inexistente. E o deputato tem um jatinho dele. Como se não bastasse achar estranho que o deputato tenha um jatinho dele, segue o baile.
Ministro oferece 30 mil reais de mesada para políticos que o apoiarem. Normal e corriqueiro. Segue o baile.....
Enfim, até o Paulo Bernardo e a Gleisi foram envolvidos em viagem no jatinho de empreiteira de Maringá. Segue o baile.
Quando eu fiquei devendo Imposto de Renda, me acharam em 30 dias e me obrigaram a pagar, mesmo parcelado.
Quando eu atrasei uma conta, me ligaram e me enviaram n correspondências para que eu pagasse a conta.
E esta gente aqui mencionada: nada acontece?
A impunidade é um convite a desmandos e mandos secretos, onde enriquecem e se perpetuam no poder.
A impunidade é uma consequência da falta de comando e de seriedade no país.
E nós, simples mortais, temos que conviver com tudo isto.
Segue o baile.....

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FLASH BACK

Lá um belo dia, no silêncio da sala, você me agradou os cabelos(que eram compridos e cheios) e me disse com a voz baixinha e suave: pra sempre eu vou te amar.
E naquele momento, em plena adolescência, acreditei que aquilo seria verdade, assim como eu também achava que isto seria possível.
A vida correu, crescemos, nos separamos e cada qual seguiu sua vida.
Meus cabelos caíram, os teus mudaram  de cor, a voz suave deu lugar a uma voz firme na educação de filhos, os sonhos foram se arquivando e nós, como todos, fomos crescendo e vivendo esta dura vida que não sabíamos existir.
Anos depois, cada qual no seu canto, com seus problemas e seus momentos, a frase ecoou pela noite da lembrança acompanhada por uma música da época.
Aquele tal de "pra sempre' ficou perdido em meio a uma nuvem que passava perto da tua casa.
Aquele amor eterno, jurado e sentido, escafedeu-se pelas memórias e hoje virou lembrança.
O "pra sempre' acabou sendo usado com outras pessoas, que também não fazem parte do hoje, portanto, não foram pra sempre.
Pode existir uma lembrança sadia e feliz, triste e saudosa, mas não há mais a intensidade do amor adolescente que nos unia e nos permitia viver a vida como ela era: natural e simples.
E em meio a beijos e abraços intensos, nem sonhávamos com o que vivemos hoje: uma realidade bem diferente do que foi traçado no sofá da sala da tua casa.
Quando imaginaríamos um dia, fazer parte da vida de outras pessoas que entraram em nossas vidas e ficaram?
Quando imaginaríamos um dia, viver o que vivemos e não ter tido tempo de revisar a mente e o coração?
Assim segue a vida da maioria das pessoas.
O bom nisso tudo, é que aqueles amores de adolescente e as juras eternas ainda nos fazem sentir o quanto fomos importantes e tivemos pessoas que nos foram muito importantes.
É isso que vale.
Acho eu.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

BALANCINHO

Sentado na janela observando o que acontece lá fora, me parece que este lá fora está cada dia mais complicado e um pouco mais diferente do que era.
Jornais revelam notícias assustadoras, preocupantes, acalmantes e boas, em meio a tanto escândalo pelas aí.
Os brasileiros gastaram 44 bi de dólares em 6 meses nas viagens ao exterior. Belo número. Ainda mais porque este valor não foi investido aqui dentro. Dizem que por causa dos impostos, dizem que isto é lazer, dizem que cada um tem o direito de fazer sua viagem do jeito que quiser. Até pode.
Mas este valor saindo do país em 6 meses, poderá fazer falta lá na frente. E se os EUA pedirem moratória? E se derem o calote? Temos 300 bi de dólares em títulos americanos em nossas mãos.
E aí??
Por outro lado, o Governo do Paraná liberou verbas para municípios asfaltarem suas ruas.Ao menos, algumas.
Bom para os municípios, mesmo opositores ao governo. Bom para pessoas que precisam de um asfalto ou para prefeitos que precisam mostrar a que vieram, pelo menos agora.
O Gov Federal, depois da certa faxina em ministério atingido por escândalo, tranquiliza a todos deixando transparecer certo controle.
Controle que ele não tem, até a primeira votação no Congresso.
Aí a coisa vai apertar de novo e Dona Dilma terá que se render a Sarneys e sua turma.
Por aqui, a cidade caminha lentamente para a evolução, com verbas liberadas para a linha verde Norte e outras obras de vital importância para Curitiba, a cidade que cresceu e está se arrumando.
E piorando, diga-se de passagem, embora ainda seja bom morar aqui.
Vamos em frente.
Atrás, como sempre disseram, vem gente.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

MOMENTO DE SEXTA

O vento frio da calçada amedronta gente de bem que queria estar sorrindo.
O frio da cidade assusta quem caminha em direção a não sei onde, mas caminha sem parar.
O clima muda o astral do povo e com ele, muda o cotidiano.
Um cotidiano gostoso em ver gente bonita, sorrisos abertos e pessoas de bem que se olham. Algumas até se cumprimentam.
Coisa rara nos dias de hoje.
Mas não em um dia como o de hoje, 6a.feira, 16 horas e todo o mundo de cara fechada.
Melhor ficar em casa, ouvindo uma boa música, rememorando coisas, fatos, acontecimentos que permitem dar um bom gole no vinho tinto VILLAGIO BASSETTI, acompanhado de uma tragada que irá matar aos poucos, mas irá satisfazer primeiro.
Bom final de semana a todos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

VOANDO

Os dias passam e já estamos em Maio. Se foi o Dia das Mães e já se fala em festas de São João, dia dos Namorados e ainda, férias de julho.
É muito rápido.
O que no passado passava lentamente, hoje voa. O tal do tempo.
Relógios digitais e mesmo os de ponteiros marcam incansavelmente as horas e nos avisam que já foi quase meio ano.
Muito ligeiro.
Pais que têm filhos recentes, já estão vendo crianças andar, falar, balcuciar alguma coisa que traduza I-Pod, notebook, etc.....de repente, até papai e mamãe acaba saindo.
A cidade, antes convidativa a um passeio a pé pelas calçadas, não mais se mostra acolhedora como foi um dia, mas sim recebedora de carros e mais carros, gente e mais gente, que apenas trafegam, voam, vão e voltam numa atitude frenética para chegar no horário, este mesmo horário tão desrespeitado por muitos.
Da janela, olho a vida passar rapidamente, não como a Carolina do CHico Buarque, mas vejo que devemos viver com mais intensidade, pois as coisas estão muito rápidas.
Nem bem notei, cheguei aos 54 anos - e daqui a pouco 55.
Nem bem percebi, as pessoas amigas da Rua XV não são mais as mesmas.
E as que restaram, não se encontra mais.
Uma certa melancolia me acompanha, pois não tenho como parar o tempo e sua velocidade.
Parece que os ponteiros ficaram mais forte e dinâmicos.
O que entristece, é ver no meio de tudo isto, tanta sujeira, tanta bandalheira, tanta coisa errada. De fraudes com medicamentos a enriquecimento ilícito por parte de mais um político, da saúde da Dona Dilma aos meandros da política estadual, das personalidades que aparecem como corretas, mas que à noite agarram camareiras em hotel, enfim, desanima ver como o mundo está andando.
E antes que alguém me diga que a saída está na Bíblia, deixa eu parar por aqui.
Amanhã tem mais.

domingo, 8 de maio de 2011

DIA DAS MÃES

Ela passou o dia no trabalho, meio cansada, sonolenta, com preguiça para fazer as coisas que sempre fez.

Ao chegar em casa, um lanche de final de dia com o marido, novidades daqui e dali, papo de casal que fala de tudo e sobre tudo.
Depois do banho, deitou-se, fez sua oração, deu um beijo no marido e preparou-se para dormir. O cansaço não permitia que ela fizesse mais alguma coisa naquele fim de dia.


Ao pegar no sono, o sonho veio lentamente e mostrou um acontecimento lindo, emocionante, feliz: ela estava grávida.
No sonho, a gravidez passou rapidamente e ela já se via na sala de partos, com o médico amigo da família ultimando os preparativos para a vinda do neném, que ninguém sabia o sexo.


Nascia um menino lindo, cabelos claros, olhos verdes e perfeitas condições para uma gravidez normal.
Ela, ainda emocionada, pegou seu filho no colo, limpou as lágrimas, deu-lhe um beijo emocionado e acordou.
Acordou, viu o marido dormindo ao seu lado e voltou a dormir, com um leve sorriso no rosto, aquele sorriso de satisfação.
No dia seguinte, foi ao médico, fez exames e alguns dias depois, o resultado: ela ia ser mãe. Não era somente sonho.
Ao contar para o marido, os dois se abraçaram e viveram momentos de silêncio, aquele silêncio que une cúmplices do amor.


Nove meses se passaram e chega o dia tão esperado.
Depois do parto, normal e tranqüilo, nasce um lindo bebê com quase quatro quilos, cabelos claros e olhos verdes, o menino que ela sonhara.
A realização total para o casal foi maior ainda quando o médico mostrou a perfeita saúde do filho recém chegado.
Os anos passaram, a vida mudou e ela cuidou do filho.
Cuidou, educou, amparou, mostrou o certo e o errado na era da informação exagerada. Mostrou o como fazer e o como evitar, num mundo louco que faz e não evita.


Enfim, preparou o filho para o que ele teria pela frente, mas mantendo, em primeiro plano, os ideais de uma boa educação, de princípios de convivência e de gestos sadios para com todos.


Educação seria a base de uma vida e isto ela garantia que dava, todos os dias, da escola à faculdade, dos momentos de lazer aos churrascos com amigos de balada.
O filho cresceu, se formou, casou. Iniciou a vida dele, ao lado de uma futura mamãe.
Ela, já dona de uma vida realizada e feliz, ainda tecia comentários sobre o comportamento dele, da boa vontade da nora em aprender isto e aquilo, da vida do casal que permitia estes comentários sem o tom de ofensa ou intromissão.
E todos os anos, naquele domingo de Maio, ela recebia a visita do filho, do primeiro neto e de familiares, todos com um presente singelo nas mãos, todos com algo para mimar aquela avó que sonhara, 35 anos antes, aqueles momentos todos.
Em meio a abraços e sorrisos, orações e conversas, ela criou a família sempre ao lado do marido e conseguiu, apesar da velocidade dos hábitos alterados pela sociedade, constituir uma família exemplar.
Ao ver no que o mundo estava se transformando com tantas mudanças e desacertos, ela nunca mais se livrou do rosário comprado em Fátima, para com ele, orar pelos que mais precisavam: e neste caso, não eram só doentes e enfermos, mas também os jovens do mundo atual.
Jovens que se perdem pela falta da mãe ou do pai; jovens que se alteram em conversas que viram discussões, brigas e separações entre pessoas da mesma família; jovens que se aliam às drogas enquanto a palavra de casa não conta nada. Jovens que não ouviram falar em Deus.


Ela ora para que pessoas adolescentes, adultas e em formação, tenham um minuto de sabedoria e vejam a importância da família na vida de todos.
E a família, neste dia das mães, deve ser celebrada.
E ela estava feliz, mais uma vez, pois a família dela estava ali, reunida, abraçada, tranqüila.
A felicidade de ter feito tudo certo, mesmo que sacrificando alguns momentos de sua própria vida, valeu a pena.
Hoje, o beijo do filho, o abraço do marido e o colo para o neto, eram a felicidade de quem começou tudo isto, sendo mãe.
Apenas mãe.
Uma benção que como diz o ditado judaico, “Deus não pode estar em todos os lugares, por isso ele criou as mães”.....
A Ouro Verde Fm deseja a todas as mães de Curitiba um feliz dia.
Um dia repleto de abraços, de sorrisos e realizações.
A vocês, o agradecimento por serem o verdadeiro suporte de famílias, de pessoas felizes e de uma sociedade que deveria ouvir mais o que vocês sempre têm a dizer.
Parabéns mães. Parabéns avós, que são mães com açúcar.
Parabéns a todas, mesmo aquelas que ainda não são mães.
Desde que o mundo é mundo, vocês sempre são o exemplo para aqueles que tem uma vida para viver. Correta, antes de tudo.
No texto de Constantino Kotzias, a homenagem da Ouro Verde Fm, no dia das mães.