QUE BOM TER VOCÊ AQUI

Quem escreve, raramente escreve somente para si próprio.
Assim, espero que você leia, goste, curta, comente, opine.
E tem de tudo: de receitas a lamentos; de músicas à frases: de textos longos a objetivos.
Que bom ter você aqui....

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

DONA AURORA

E agora, Dona Aurora?
A filha se arrumou e foi embora,
de tantas brigas, perdeu a Dora
e no ônibus, perdeu a hora.

E agora, Dona Aurora?
Sozinha na sala do apartamento,
liga a música, ouve tormento,
olha pela janela e só vê lamento.

E agora, Dona Aurora?
Uma vontade grande de dar a ré,
dizer para todos que pisou no pé,
mas não dá, não é?

E agora, Dona Aurora?
Curtir a vida como ela se apresenta,
mostrar que é forte, que aguenta,
que logo logo a poeira assenta.

E agora, Dona Aurora?
deitar na cama sozinha,
olhar o filete da luz da cozinha,
ouvir uma boa musiquinha.

É, Dona Aurora.
Agir por impulso tem disso.
Procura e não acha, melhor o sumiço.
Mora bem, mas tem saudades do cortiço.

Segue a vida, Dona Aurora.
Melhor enfrentar que ir embora.
Numa dessas, esperar pela volta da Dora.
Caso não volte, vai você,
também pra fora.

Se mexe, Dona Aurora.
Que sabe, a hora seja agora?

PRA PENSAR NO SÁBADO.....

Não é o que possuímos, mas o que gozamos, que constitui nossa abundância.
Provérbio árabe
Me ame quando eu não merecer, porque é nesse momento que eu mais preciso.
Provérbio Chinês

Não compense na ira o que lhe falta na razão.
Provérbio Chinês

O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.
Cora Coralina

dezembro

Interessante nosso dia a dia.
Enquanto lá de um lado, amigos e parentes choravam a cremação de Alborghetti, aqui no centro a vida continuava e as calçadas, lotadas.
Estamos em dezembro. Estamos em época de compras.
Gente que vai e vem, sacolas, pacotes, sacolas cheias ou só com um presente, criançada de mão dada com mães aflitas que descem dos ônibus já sabendo para onde vão, mas mesmo assim, se perdem.
A Loja Americana com fila de entrada e fila de saída, o centro apinhado de gente, tendo em cada esquina policiais militares que dão mais "segurança" para os pedestres. Mal ou bem, estão alí. De vez em quando avistam um "sócio", dão sinal de gato e o "sócio" se manda.
Nos bancos as filas são maiores, a falta de respeito também, caixas reduzidos atendem público aumentado, eletronicamente ninguém se acha, o velhinho pede para que a mulher do banco leia sua senha anotada em um papel, criança lambuzada de sorvete, outra com o ranho na cara, outra chorando porque queria o boneco do Homem Aranha, assim vai. Sem falar no pastel do coreano que dominou o centro da cidade. E porque coreanos não sorriem??? Algum problema genético?
Andar pelo centro nestes dias requer paciência, mas isto me sobra, ainda mais para observar pessoas, reações e comportamentos.
No calçadão da XV acendo um cigarro e fico na esquina da Monsenhor Celso apenas olhando. Quanta gente!!!
E muita gente com cara diferente, que vem não sei de onde, que vai para não sei onde, mas que passa pra lá e pra cá no compasso das compras de natal.
Na Marisa, Deus o livre tentar entrar. Calcinhas a partir de nove reais! Como diz "seu" Machado, "só anda nú quem quer".
3 DVDs por dez reais, lona pronta para sair em disparada, dois CDs de Viver a Vida por 8 reais e assim segue o baile. Por isso meu amigo Savarin chora a cada dia. Vender CDs e DVDs legalizados e com nota nos dias de hoje está cada vez mais difícil. E o camelô ainda tem o sócio que é fiscal da prefeitura. Em dezembro, pode. Ganham os dois.
TV de 42 polegadas quase a preço de custo, Notebooks com preços menores, sapatos de todos os tipos a partir de 45 reais, rasteirinhas por 70 reais, bolsas por 40 reais, assim segue o baile. Qualidade não se discute. O que vale é a lembrancinha de final de ano, presente de amigo secreto, um "regalo" para quem precisa.
Nas farmácias, fila no caixa, seja qual for a farmácia.
Aliás, o que menos são hoje, são farmácias. Tem de tudo lá dentro. Até ração.
Nas panificadoras, também. Tem de tudo, do lanche ao cigarro, da Maionese Hellman's mais cara ao saco de lixo. No meu tempo, vendíamos pão-manteiga-café-leite-cuque e só.
Pontos de ônibus com filas, sacolas saindo pelas janelas, gente animada e reclamando que ainda terá que voltar outro dia, pois faltou alguma coisa.
E carteiras somem suavemente das bolsas e "gatunos" fazem a féria com maestria.
E o melhor disto tudo, é ver que vitrines não falam.
Apenas absorvem olhares perdidos e tristes, dirigidos a produtos que não podem ser comprados, mas podem ser sonhados.
Crianças que, em silêncio, apenas limpam a lágrima, pois não foi desta vez que veio o Play Station, mas veio o tênis para jogar futebol na areia.
Vitrines que olham e vêem como as pessoas admiram, apreciam, ficam de olho para depois entrar na loja.
Ainda bem que vitrines não falam.
E em algumas lojas, o atendimento precário, mas a loja cheia.
"Gostou Nega?", diz a balconista para uma senhora dos seus 65 anos.
Nega?
"Vai levar querida???", diz a outra para uma moça provando a rasteirinha.
Querida?
"Não fazemos pacote de presente. Apenas damos a folha e a senhora faz em casa." E pronto. Se quiser, leva assim mesmo.
"Esta calça laceia. Pode levar que ela cede", diz a moça para a gorducha que estoura dentro do jeans apertado e de cintura baixa.
"A senhora tem trocado? Não tenho troco para cem reais", diz a moça do caixa sem a menor cerimônia, enquanto miúdos pulam da gaveta para fora.
"Eu queeeeeerrrrroooooooo", grita a criança sendo arrastada pelo braço para fora da loja. E dê-lhe lágrima.E dê-lhe grito. E dê-lhe frustração.
E tem a mulher que fica no celular, dentro do shopping, falando com a amiga sobre a cor da bolsa e não vê a filha sumir. Depois de dez minutos, começa a gritar e a chorar, atrás da filha. E a segurança do shopping tem mais de 20 crianças perdidas na área destinada a isto. Tem mães que vão procurar filhos no "achados e perdidos". Normal.
Isto é dezembro em Curitiba.
Sem falar no trânsito. Melhor nem falar.
Isto é dezembro e espero que todos lembrem o que se comemora no dia 25.
Espero.

ping-pong

preto - branco
seco - molhado
cheio - vazio
feia- linda
tímida - falante
sol - lua
esquerdo - direito
paz - guerra
silêncio - tumulto
prosa - verso
ir - voltar
dormir - acordar
eu - você
você -
você -
você -
...tinha que estragar o texto.
Não dá mais rima
nem prosa
nem verso.
Fim do texto.

FICA UM VAZIO.

Era um tufão.
Do seu jeito, exclusivo e espalhafatoso, mas era do jeito dele.
Câmeras sofreram, diretores de TV ouviram, repórteres comeram o pão que o diabo amassou, mas aprenderam algo.
Aos gritos ele comentava. Se exaltava, lacrimejava o olho de raiva em algumas vezes, batia com o cassetete na mesa do estúdio, limpava o suor com uma toalha de rosto e prendia a atenção de centenas de curitibanos, sempre perto da hora do almoço.
O programa chamava-se Cadeia, mas todos diziam: vou ver o Alborghetti.
Elegeu-se deputado estadual e continuou apresentador do programa.
Fez um trabalho social muito grande, auxiliando muita gente, em várias cidades do Paraná. Do jeito dele, mas fez.
Havia quem o odiasse, mas havia muito mais quem gostava dele.
Vai fazer falta, pois era um homem diferente.
E para aparecer outro, difícil.
Cremado foi e morto está.
Mas permanecerá vivo na memória de curitibanos, londrinenses e onde mais os sinais das Tvs chegavam.
Luis Carlos Alborghetti.
Ex deputado, ex apresentador de televisão, ex radialista.
Ex criador de expressões só dele: "pendura que ele fala", "Bandido bom é bandido morto", "traficante tem que morrer", " o que pinta de novo, pinta na bunda do povo", " com o Dalborga é mais embaixo" e outras.
Acredito que, apesar de ser polêmico, perdemos uma grande pessoa.
De uma maneira toda especial e exclusiva, ele preencheu um espaço e disse sempre o que queria dizer.
Problema será no céu, quando ele chegar.
Mas já tem Anibal Curi e outros da velha guarda que estarão esperando por ele.
E São Pedro que se cuide.
Se tiver eleições, ele ganha a prefeitura do céu.
Vai em paz, Alborghetti.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CHARLIE CHAPLIN

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável...
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin

PENSE

ANTES DE DIZER QUE HOUVE ALGO DE ERRADO
PROCURE SABER SE O ERRO NÃO FOI SEU.
ANTES DE DIZER QUE VOCÊ NÃO MERECIA ISTO,
PROCURE SABER SE ALGUÉM MERECERIA.
ANTES DE PROTESTAR CONTRA ISTO OU AQUILO,
PROCURE SABER SE TEM FUNDAMENTO SEU PROTESTO.
ANTES DE AGIR SOB IMPULSO E MANDAR TUDO À MERDA,
PROCURE SABER COMO É FICAR NA MERDA.
ANTES DE SE LAMENTAR POR TER FEITO ALGO IMPENSADO,
PROCURE PENSAR ANTES DE AGIR.
NÓS FAZEMOS NOSSAS VIDAS.
NÓS SOMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSOS ATOS.
NÓS SOMOS OS "DONOS" DA NOSSA TRAJETÓRIA.
ANTES DE RESOLVER POR AGLUÉM,
PROCURE SABER SE RESOLVENDO JUNTOS NÃO SERIA MELHOR.
ANTES DE PISAR PESADO NO CHÃO DE MADEIRA,
CAMINHE SEM FAZER BARULHO COM OS PÉS.
AÍ SIM, O PESO DE SEU CORPO SERÁ IGUAL AO DE UMA PLUMA
E SUA ALMA FLUTUARÁ PELOS DIAS AGRADÁVEIS QUE VOCÊ
TEM A VIVER.
ANTES DE FAZER QUALQUER COISA,
PENSE.
PENSE, NEM QUE FAÇA SOMENTE DEPOIS DE DOIS DIAS.
MAS PENSE.